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“Dois irmãos” é resultado de luto e cura de diretor

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Dan Scanlon conta que quer causar choro e riso com nova animação da Disney e Pixar. Filme chega aos cinemas brasileiros nesta semana.

Dan Scanlon está por trás de sucessos recentes da Pixar: “Toy Story 4”, “Divertida Mente”, “Viva – A vida é uma festa”. Mas por trás mesmo: não dirigiu nem escreveu nenhum desses. Seu nome aparece nos créditos como “miscellaneous crew” (equipe variada, em tradução livre).

Sua primeira grande chance foi com “Universidade Monstros”, (2013), que dirigiu e coescreveu. A partir daí, Scanlon ganhou a chance de desenvolver algo próprio para o estúdio de animação.

Ele levou seis anos preparando o filme de sua vida. “Dois irmãos – Uma Jornada Fantástica”, da Disney-Pixar, é baseado no luto pessoal do diretor: ele perdeu o pai quando tinha um ano, em um acidente de carro. Animação estreou nesta quinta (5) no Brasil.


No filme, os irmãos elfos Ian e Barley também vivem esse luto. O mais jovem, Ian (dublado por Tom Holland), é introvertido e sempre quis conhecer o pai, que morreu.

No dia em que completa 16 anos, sua mãe Laurel (Julia Louis Dreyfus) lhe dá um presente: um cajado que, junto de uma pedra mágica, pode ajudar a trazer o patriarca de volta à vida por 24 horas.

“Este é definitivamente um filme baseado em minhas próprias experiências, com minha família e enquanto eu crescia”, diz em entrevista.

“Eu sou o irmão mais novo. Meu irmão é dois anos mais velho que eu. Então eu definitivamente sou o Ian. E assim como Ian, eu cresci muito tímido e desajeitado na adolescência, então muito dessa história está relacionado a essa jornada pessoal.”

Dan Scanlon não fala sobre a morte do pai até pouco tempo atrás para não magoar a mãe. Quando decidiu fazer o filme, precisou pedir sua permissão. À “Variety”, revista norte-americana, disse que a mãe aceitou quando viu o roteiro. “Tem um coração tão grande quanto o da retratada no filme”.

Muito da história é referência direta à sua jornada de luto. A fita que Ian ouve na telona representa a fita que Scanlon ganhou dos tios no aniversário de 16 anos, com duas gravações do pai, com “Oi” e “Adeus”.

Para o diretor, a mensagem “família” é o elemento mais importante do filme. “Eu queria contar uma história que pelo menos começasse com alguma conexão pessoal comigo e minha família porque eu tive muito apoio deles durante todos os momentos difíceis e também quando decidi que queria fazer cinema. É algo pelo qual sou muito grato”.

“Por isso, espero que o filme da Disney permita que as pessoas olhem em volta e vejam que a família é seu apoio. E agradeçam por isso”.

É um presente também para o irmão, meio “nerd”, como ele mesmo classifica. Por isso, encheu o filme com referências a obras de aventura e fantasia, como “O Senhor dos Anéis”. Quando o irmão viu o filme pela primeira vez, há poucas semanas, deu o abraço “mais longo de toda sua vida” no diretor.

Assim como os recentes sucessos de Disney e Pixar, “Dois irmãos” promete divertir e fazer chorar. “Eu não sei quando nos tornamos [Pixar] o lugar que faz as pessoas chorarem”, confessa o diretor, rindo.

”Mas acho que vem dessa conexão com a realidade. O espírito do filme é sobre família e passar tempo um com o outro. E mesmo ter a oportunidade de estar com pessoas que você perdeu. E de saber que é preciso seguir adiante.”

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