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Um ano de lamento se passou depois da tragédia no Ninho do Urubu, famílias dos garotos mortos no incêndio misturam a dor da falta com carência e angústia e revelam mágoa pelo distanciamento do Flamengo.

A maior tragédia ocorrida nos 125 anos de história, que atravessam três séculos, do Clube de Regatas do Flamengo, o mais popular do país, chocou rubro-negros, brasileiros e gente de todo o mundo no dia 8 de fevereiro de 2019.

Ao final daquela madrugada, precisamente às 5h17, um incêndio no centro de treinamento (CT) do clube, o Ninho do Urubu, deixou como rastro principal dez adolescentes da divisão de base mortos. Reduzindo a cinzas os sonhos das famílias espalhadas pelo país, além de três feridos.

Espera dolorida

Para as famílias era o auge, o fundo do poço do sofrimento. Mas, nem de longe, o final das doses de dor elas continuaram a surgir no desdobramento do episódio. A maioria gerada pela insensibilidade espantosa, em vários momentos grotesca, de alguns no relacionamento com mães, pais e parentes dos jovens enquanto as soluções para todos são negociadas.

Como nem as maiores fortunas do planeta somadas seriam capazes de compensar a perda violenta e precoce de um filho, o buraco no peito aumenta drasticamente. Isso quando se enfrenta, além da indiferença, coisas como o questionamento do valor e possibilidades profissionais futuras de filhos que tinham a vida pela frente. Com pretexto da busca fria de uma ‘precificação’ conveniente por advogados, cartolas e mesmo parte dos torcedores do clube.

Acordos

O Flamengo declara ter se entendido fora dos tribunais com “três famílias e meia”. Isso porque três delas fecharam acordo e, com a quarta, de pais separados, apenas ele aceitou a sua parte. A mãe recusou a proposta e entrou com um processo judicial.

Estima-se que a indenização oferecida pela diretoria rubro-negra nesses acordos, seja de R$ 1,2 milhão por família dos dez mortos, ou R$ 600 mil a cada um dos pais quando separados. Além de pensão mensal por uma quantidade de anos acertada entre as partes.

As chamas castigaram contêineres adaptados para servir de alojamento a parte da categoria de base do clube. Vinte e seis jovens dormiam neles no momento do incêndio.

O incêndio se iniciou com um curto-circuito na fiação do sistema de ar-condicionado instalado para amenizar o calor impiedoso típico do verão carioca.

Lista dos não sobreviventes:

  • Christian Esmério, 15 anos,
  • Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14,
  • Pablo Henrique da Silva Matos, 14,
  • Bernardo Pisetta, 15,
  • Vitor Isaias, 15,
  • Samuel Thomas Rosa, 15,
  • Athila Souza Paixão, 14,
  • Jorge Eduardo Santos, 15,
  • Gedson Santos, 14, e
  • Rykelmo de Souza Viana, 16.

Os outros 16, entre eles os três feridos, escaparam com vida.

Ore pelas famílias que ainda sentem a dor como se fosse hoje, que ainda tem no coração um trincado enorme. Um ano de lamento, de choro e de dor, só Deus pra sarar esses corações.

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