Respiração saudável na greve

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Respiração saudável na greve

Respiração saudável na greve

A greve dos caminhoneiros causou diversos transtornos em todo Brasil, mas teve também pontos positivos. A população pode ter uma respiração saudável na greve.

Finalizada na última quarta-feira (30/05),  a greve dos caminhoneiros causou diversos transtornos em todo Brasil, mas teve também pontos positivos. Entre eles, o benefício ao meio ambiente e a saúde das pessoas, graças à redução da emissão de poluentes na atmosfera.

Ainda que não existam dados oficiais, após os dez dias de paralisação nas estradas brasileiras a diminuição no volume de gases de efeito estufa liberados na atmosfera é notória.
No país, caminhões e ônibus são alvos constantes do controle de emissões, pois são responsáveis por aproximadamente 90% da liberação de poluentes.  Portanto,  pioram a qualidade do ar e impactam na saúde das pessoas.

Atualmente, o Brasil possui uma frota de cerca de 2 milhões de caminhões de carga, e estimativas de algumas entidades do setor calculam que mais de 1 milhão aderiram à última greve.
É possível fazer uma rápida conta e verificar o quanto o meio ambiente “ganhou” nesses dias: cerca de 2,83 milhões de toneladas de CO2e deixaram de ser emitidos nos dez dias de paralisação.

Observe isso: Cerca de 2,83 milhões de toneladas de CO2e deixaram de ser emitidos nos dez dias de paralisação.
Isso sem contar a diminuição da frota circulante de automóveis, em virtude da falta de combustíveis nos postos. É claro que as emissões oriundas da utilização de óleo diesel não são as únicas que preocupam.

Um estudo, apontou que a restauração de florestas, a recuperação de solos e a proteção de mangues, podem ser tão impactantes para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas, quanto a eliminação completa da queima de combustíveis fósseis.

No entanto, a importância de governos, empresas e comunidades incluírem as soluções naturais como parte do esforço para conter o aquecimento do planeta. Além da mudança para energias renováveis e o incentivo aos carros elétricos.

No Brasil, o número de projetos com AbE ainda é pequeno, mas conta com um potencial enorme, ainda mais se somados a ações efetivas do Governo.

Com a greve tivemos, mais uma vez, um exemplo do quanto somos reféns do transporte rodoviário no Brasil e, consequentemente, do diesel. Estamos cada vez mais longe de contribuir para o objetivo maior do Acordo de Paris.
Precisamos manter o aumento da temperatura média da Terra, até o final do século, bem abaixo dos 2°C, e continuar os esforços para limitá-lo a 1,5°C.

Já passou da hora de inserirmos na nossa rotina e na nossa cultura ações de conservação bem como de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Precisamos entender que nossas atitudes hoje serão resultado do futuro das próximas gerações.

 

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